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  • 20/12/2007
  • RN FECHA ANO COM RECORDE NA ECONOMIA
  • 20/12/2007 - Tribuna do Norte

    As exportações do Rio Grande do Norte devem fechar o ano de 2007 com um recorde de vendas, informa a Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico (Sedec), ao analisar os dados das vendas do estado para outros países entre janeiro e novembro, divulgados ontem. Neste período, foram exportados US$ 334,3 milhões (R$ 601,7 milhões), 12,1% a mais do que em 2006, se desconsiderado o petróleo. O percentual ficou abaixo das médias do Brasil e do Nordeste.

    De acordo com as expectativas da Sedec, o total das exportações este ano poderá ultrapassar os US$ 390 milhões. A instituição espera que a expectativa traçada no início do ano, de crescimento em torno de 10%, deverá, mantidos os atuais números, ser superada, finalizando com incremento entre 12% a 13% de variação positiva.

    O melão é a vedete deste otimismo. O produto apresentou crescimento de 57,6% em relação a 2006, quando as exportações somaram US$ 47,7 milhões. As vendas foram impulsionadas pelas importações originárias principalmente do Reino Unido, tradicional e importante importador, além da Holanda, maior centro de distribuição de frutas para toda a Europa.

    Contudo, o crescimento do RN ficou aquém do registrado para o mesmo período no Brasil (16,6%) e do Nordeste (15%). O percentual potiguar (12,1%, sem petróleo) deixa o estado acima apenas da Bahia e de Alagoas. Se considerado o petróleo - exportado em 2006 e que não o foi este ano, o que tem puxado o resultado do RN para baixo -, o crescimento do RN cai para 2,8%. Com este percentual, o desempenho potiguar é o pior do Nordeste até agora.

    Considerando o volume de dólares que entraram no estado com a exportação este ano, a posição do Rio Grande do Norte melhora, mas ainda não é de destaque: 6º lugar, atrás de Alagoas, Pernambuco, Ceará, Maranhão e Bahia, nesta ordem.

    Os números da Sedec também mostram que o crescimento das importações foi maior do que o das exportações: 13%, chegando a US$ 134,7 milhões (R$ 1,79 milhões). Um crescimento experimentado, em parte, pela desvalorização do dólar. Este mesmo motivo, aliás, é apontado por especialistas como fator a ser levado em consideração na conta das exportações.

    Apesar do crescimento de 12%, o ganho real é menor porque o dólar ficou mais barato este ano. Uma comparação simples para ilustrar o fato foi feita pelo Centro Internacional de Negócios (CIN), da Federação das Indústrias, para mostrar a diferença entre o crescimento das exportações de melão e o ganho dos produtores em outubro, comparando com o mesmo mês de 2006. O incremento em dólar foi de 45,7%, mas em real cai para 18,5%.

    Fonte: Jornal Tribuna do Norte - 08:26hs